Ozonioterapia
Do Ozônio
No ano de 1785 o químico Holandês Martinus Van Marum sentiu um forte odor ao redor do “eletrificador”. O químico então logo observou o “odor da matéria elétrica”, e que quando o ar era exposto a uma descarga elétrica, manchava o mercúrio, mas, na época não o identificou como um alótropo do oxigênio.
O Alemão Christian Friedrich Schönbein em meados do ano 1840, foi a primeira pessoa que reconheceu e começou a pesquisar os mecanismos do ozônio e da sua reação com a matéria orgânica. O Alemão o batizou de “ozon”, com origem na palavra grega “ozein” que significa: “aquilo que cheira”, em francês e inglês: “ozone” e em português “ozônio”.
Após o ano de 1840, foram feitos muitos estudos sobre o mecanismo de desinfeção do ozônio. E no ano de 1856, vinte anos mais tarde, Thomas Andrews provou que o ozônio era um gás alótropo triatômico de oxigênio. O Dr. Werner Von Siemens no ano de 1857, desenvolveu o primeiro gerador de alta frequência, um aparelho que forma gás de ozônio em átomos de oxigênio por meios de descargas elétricas. No ano de 1870, o Dr. Lender, um médico alemão, publicou o primeiro estudo sobre os efeitos biológicos práticos relacionados com o ozônio na desinfeção da água e as suas propriedades antimicrobianas, que revolucionaram a medicina nesse período, mais de meio século antes do aparecimento da penicilina.
Nos anos 1914-1918 durante a primeira guerra mundial, médicos alemães e ingleses utilizaram o ozônio para o tratamento de feridas em soldados. E desde o séc. XIX a Ozonioterapia médica era usada na Alemanha, inicialmente para combater bactérias e germes na pele humana.
O Dr. Erwin Payr no ano de 1935 cirurgião Austríaco, publicou um artigo de 290 páginas intitulada “O Tratamento com Ozônio na Cirurgia”. Devido à ausência de matérias compatíveis com a aplicação de ozônio, o tratamento foi esquecido durante um tempo.
No ano de 1975 no Brasil, o médico Heinz Konrad iniciou a prática em sua clínica em São Paulo. E em meados dos anos 90, Dr. Edison de Cezar Philippi introduziu a prática em Santa Catarina, e difundiu a Ozonioterapia em inúmeros cursos e congressos. Já no ano de 1979 Hans H. Wolff dedicou a sua vida a pesquisa e aplicação de ozônio no mesmo ano publicou o seu livro “O Ozônio Medicinal”, na qual apresenta sua pesquisa e prática médica do uso do Ozônio. Fundando a sociedade medica Alemã de ozônio, posteriormente renomeado Sociedade médica para aplicação preventiva e terapêutica do ozônio.
A Ozonioterapia
Reconhecida pelo Sistema de Saúde de nações mundo afora, a Ozonioterapia é praticada há várias décadas nos 5 continentes.
Seus benefícios comprovados são tantos que, na Alemanha, este procedimento médico faz parte dos tratamentos pagos pelos seguros-saúde do governo.
Nos EUA a Ozonioterapia já é praticada em 13 estados norte-americanos. Na Alemanha os seguros saúde pagam este tratamento desde os anos 1980. Anualmente, milhões de pacientes são tratados com a Ozonioterapia. Em Cuba são 39 centros médicos de Ozonioterapia em diversos hospitais cubanos. Além da aplicação, esses fomentam estudos sobre o método. Nos países da Rússia e Ucrânia o ministério da saúde aprovou em hospitais do governo. Na Espanha é utilizada como tratamento complementar do câncer. Na Grécia o governo remunera todos os procedimentos referente a Ozonioterapia. E na Itália a Ozonioterapia é recomendada pelo governo em tratamentos de hérnia de disco e lombalgia.
A Ozonioterapia
É uma técnica terapêutica que utiliza a aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio; ou seja, o ozônio medicinal. Usada no tratamento de um amplo número de patologias, a Ozonioterapia pode ser aplicada de modo isolado e complementar.
Há séculos utilizado por países desenvolvidos e com benefícios comprovados por inúmeros estudos, o ozônio tem excelentes propriedades medicinais, como:
Anti-inflamatórias
Antissépticas
Modulação do estresse oxidativo
Melhora da circulação periférica e da oxigenação
Ozonioterapia
A aplicação do ozônio é vasta, estudos científicos comprovam que o ozônio medicinal combate diversas doenças inflamatórias, infecciosas e isquêmicas, prolongando a qualidade de vida de pacientes. Dentre as várias aplicações podemos citar:
- Feridas de origem vascular, arterial ou venosas, úlceras diabéticas e por insuficiência arterial;
- Aumento da imunidade;
- Queimaduras de diversos tipos;
- Combate a dores articulares decorrentes de inflamações crônicas;
- No tratamento de micose ungueal, promovendo a vascularização, e agindo como bactericida eliminando as bactérias anaeróbicas, atua também como fungicida e virucida, além de oferecer propriedades anti-inflamatórias.